O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, uma sessão plenária inédita para julgar se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento (Pet 16.662) analisa a validade de um relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens enviadas a Moraes pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O que está em debate?
Abertura de Inquérito: Pela primeira vez na história da redemocratização, o STF decide se autoriza a investigação criminal de um de seus próprios membros.
Defesa de Moraes:
Na véspera da sessão, Alexandre de Moraes apresentou uma manifestação de 44 páginas classificando a denúncia como "farsa" e "tentativa de vingança". Ele nega qualquer irregularidade ou comunicação direta com Vorcaro.
Divisão do Plenário e Cenários Possíveis O julgamento é presidido pelo ministro Edson Fachin, atual relator do caso, que assumiu a função para centralizar procedimentos envolvendo membros da própria Corte.
O tribunal chega publicamente rachado para a sessão:
Ala favorável a Moraes: Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin tendem a apoiar a anulação do relatório ou o arquivamento, alinhados à tese da PGR.
Ala favorável à investigação: André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux defendem o prosseguimento da análise.
Votos decisivos:
Os votos de Cármen Lúcia e do próprio relator Edson Fachin são considerados fiadores do resultado por suas posições independentes.
Quórum: O ministro Dias Toffoli já se declarou suspeito no caso Master, reduzindo o quórum para 10 votantes. Há discussões de ordem jurídica sobre o impedimento de voto dos próprios ministros envolvidos diretamente (Moraes e Mendonça).
O julgamento pode ser adiado?
Sim. Existe uma forte possibilidade de que a sessão seja interrompida por um pedido de vista (mais tempo para análise dos autos por algum ministro) ou por questões preliminares de ordem jurídica.
