Alta de quase 30% no feijão carioca e menor oferta da primeira safra impulsionam cotações no mercado nacional
O mercado de feijão encerrou o mês de fevereiro com forte valorização nos preços, especialmente para o feijão carioca, que atingiu o maior valor da série histórica acompanhada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024.
De acordo com o levantamento, o preço médio do grão subiu 29,3% entre janeiro e fevereiro, a maior variação mensal já registrada pelo Cepea para o produto. Com isso, os valores médios superaram os picos observados em maio de 2025, consolidando um novo patamar histórico para o feijão carioca.
Feijão preto também registra alta significativa
Além do carioca, o feijão preto também apresentou elevação nas cotações. As médias de fevereiro foram as maiores desde janeiro de 2025, reforçando o movimento de recuperação dos preços no segmento.
Os pesquisadores destacam que, mesmo com o avanço das colheitas, a oferta limitada da primeira safra manteve o mercado aquecido e os valores em alta.
Liquidez moderada e compras seletivas no mercado interno
Durante a última semana de fevereiro, o mercado interno de feijão apresentou liquidez moderada, com compras mais criteriosas por parte dos demandantes, voltadas principalmente à reposição do varejo.
A menor disponibilidade do produto no campo e o comportamento cauteloso dos compradores contribuíram para sustentar os preços em níveis elevados, em um cenário de demanda estável e oferta restrita.
Colheita e plantio seguem em ritmo distinto entre regiões
No campo, a colheita da primeira safra de feijão segue em avanço em diversas regiões produtoras, enquanto a semeadura da segunda safra continua em andamento, com atenção redobrada no estado do Paraná, onde as condições climáticas exigem cuidado dos produtores.
Esse contexto reforça a expectativa de que os preços permaneçam firmes nas próximas semanas, até que o volume da nova safra comece a equilibrar a oferta no mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
